7 fábulas pequenas para seu filho dormir
Muitas histórias que vêm desde a Grécia antiga e passaram por gerações, agora é hora de contá-las para seu filho

7 fábulas pequenas para seu filho dormir
Passar um momento junto com seu filho, principalmente na hora de dormir, é uma forma de passar segurança para os pequenos e nada melhor que contar pequenas fábulas para eles adormecerem sonhando com mundos encantados, que trazem lições para vários momentos da vida.
As historinhas infantis estão presentes conosco desde os tempos antigos, a origem de algumas já se perdeu no tempo. Várias delas foram imortalizadas pelos famosos contadores irmãos Grimm e entre os criadores de fábulas imortais estão Leonardo da Vinci, Esopo, dentre muitos outros.
Embutida nas histórias para crianças se escondem tramas muito inteligentes e que têm duas características: são de fácil memorização, pois se tratam de histórias bem curtas, e despertam em quem as ouve a oportunidade de reflexão, uma vez que as metáforas são válidas para vários momentos da nossa vida.
Então, listamos sete fábulas ou contos consagrados que vão ensinar valores importantes para o seu filho. Nesse sentido, as crianças terão oportunidade de refletir sobre honestidade, humildade, paciência, trabalho dentre outros.
Veja as 7 fábulas para você contar na hora de seu filho dormir
Os tordos e a coruja
- Estamos livres! Estamos livres! - gritaram os tordos certo dia, vendo que um homem apanhara a coruja.
- Agora a coruja não vai mais nos assustar. Agora dormiremos em paz.
De fato, a coruja caíra numa armadilha e o homem a colocara dentro de uma gaiola.
- Vamos ver a coruja na prisão! - disseram os tordos, voando e cantando em volta da gaiola de sua inimiga.
Porém o homem capturara a coruja com outra finalidade, a de apanhar os tordos. A coruja aliou-se imediatamente ao homem, que prendeu-a pelo pé e colocava-a diariamente em cima de uma estaca, bem à vista. A fim de poderem ver a coruja, os tordos voaram para as árvores próximas, nas quais o homem escondera gravetos cobertos de visgo. E assim como a coruja, os tordos também perderam a liberdade.
Esta fábula é dirigida a todos os que se alegram quando um opressor perde a liberdade. Pois o conquistado logo se torna aliado ou instrumento do conquistador, enquanto que todos aqueles que nele confiam sucumbem a outro senhor, perdem a liberdade, e freqüentemente também suas vidas.
O falcão e o pato
Sempre que partia à caça de patos, o nobre falcão ficava furioso. Os patos quase sempre conseguiam fazê-lo de tolo, mergulhando sob a água na última hora e permanecendo submersos por mais tempo do que ele podia pairar no ar à espera.
Certa manhã, o falcão resolveu tentar novamente. Depois de rodar em círculos durante algum tempo, para analisar a situação e escolher atentamente o pato que pretendia apanhar, a nobre ave de rapina atacou-o com a velocidade de um raio. Mas o pato foi mais rápido e mergulhou a cabeça.
- Desta vez eu vou atrás de você - gritou o falcão enfurecido. E mergulhou também.
Mas assim que entrou na água, o falcão percebeu o erro. Suas asas, feitas para o ar, pesaram e se encharcaram. Ele não conseguia nadar como o pato.
Enquanto isso, o pato nadou tranquilamente para longe e apareceu do outro lado do lago.
O falcão voltou à superfície, cansado e envergonhado.
Moral da história:
Cada um possui habilidades próprias. Quem tenta agir fora de sua natureza pode acabar em dificuldade.
O cedro
No alto de uma montanha crescia um grande cedro, orgulhoso de sua altura e força.
— Vejam como sou forte! — dizia ele às outras plantas. — Nenhum vento pode me derrubar.
Lá embaixo, um pequeno arbusto balançava ao vento sem se preocupar.
Um dia, uma grande tempestade atingiu a montanha. O vento soprou com tanta força que o enorme cedro, rígido e inflexível, acabou quebrando e caiu ao chão.
O pequeno arbusto, que se curvava com o vento, continuou de pé.
Moral da história:
Quem sabe se adaptar e ser humilde resiste melhor às dificuldades.
O testamento da águia
Uma velha águia sentiu que sua vida estava chegando ao fim. Antes de morrer, chamou seus filhotes e disse:
— Meus filhos, deixo a vocês apenas um conselho: voem sempre alto, mas nunca esqueçam de observar o que acontece abaixo.
Os jovens filhotes ouviram, mas não deram muita atenção.
Quando cresceram, um deles voava tão alto que não percebia os perigos da terra. Outro voava sempre baixo e tinha medo de subir.
Apenas um seguiu o conselho da mãe: voava alto, mas observava tudo ao redor.
Assim ele evitava armadilhas e encontrava alimento com facilidade.
Moral da história:
Sabedoria é manter equilíbrio entre ambição e atenção.
Os viajantes e o urso
Dois amigos viajavam por uma floresta quando, de repente, encontraram um urso enorme.
Um deles, que sabia subir em árvores, correu e subiu rapidamente, deixando o amigo para trás.
O outro, sem saber subir, lembrou-se de que os ursos não atacam corpos sem vida. Então deitou-se no chão e prendeu a respiração.
O urso aproximou-se, cheirou seu rosto e suas orelhas, e depois foi embora.
Quando o perigo passou, o amigo desceu da árvore e perguntou:
— O que o urso sussurrou no seu ouvido?
O homem respondeu:
— Ele disse para eu nunca viajar com um amigo que me abandona no perigo.
Moral da história:
A verdadeira amizade se prova nos momentos difíceis.
A neve
Certa vez, um floco de neve caiu sobre o galho de uma árvore.
— Sou leve demais para causar qualquer efeito — pensou ele.
Logo outro floco caiu, depois outro, e mais outro.
Um pequeno pássaro observava tudo.
Floco após floco, a neve foi se acumulando até que, de repente, o galho não suportou o peso e quebrou.
O pássaro então pensou:
— Talvez coisas muito pequenas também tenham grande importância quando se juntam.
Moral da história:
Pequenas ações, quando somadas, podem provocar grandes mudanças.
A aranha e o buraco da fechadura
Uma pequena aranha decidiu construir sua teia bem no buraco de uma fechadura.
— Aqui ninguém vai me incomodar — pensou ela.
Durante dias trabalhou pacientemente, fio por fio, até terminar uma bela teia.
Mas quando alguém abriu a porta, a chave passou pela fechadura e destruiu toda a teia.
A aranha teve que começar novamente, desta vez em um lugar mais seguro.
Moral da história:
Antes de iniciar um trabalho, é importante escolher bem o lugar e o momento.