O caranguejo
O caranguejo se beneficiou do esconderijo que a pedra fazia, porém um dia ele se deu mal

O caranguejo
Um caranguejo notou que diversos peixinhos preferiam, ao invés de se aventurarem rio a fora, nadar prudentemente em torno de uma pedra.
A água era límpida como ar, e os peixes nadavam tranquilos, gozando tanto a sombra quanto a luz do sol.
O caranguejo esperou a chegada da noite, e ao certificar-se de que ninguém o veria, escondeu-se embaixo da pedra e ficou à espreita, e quando os peixinhos passaram perto, atacou-os e devorou-os.
- Isso não está certo - resmungou a pedra - não quero ajudar você a matar esses pobres inocentes.
O caranguejo não deu ouvidos à pedra. Satisfeito e feliz, continuou a atacar os peixinhos, que tinham um sabor delicioso.
Porém um dia houve uma enchente inesperada. O rio avolumou-se e empurrou a pedra com toda a força. A pedra rolou pelo leito do rio e esmagou o caranguejo que se escondia em baixo dela.
Qual é a moral da fábula O caranguejo?
A moral de O Caranguejo é que abusar da confiança ou do abrigo que alguém nos oferece pode custar caro. A pedra apenas serve de esconderijo aos peixinhos, mas o caranguejo usa esse mesmo abrigo para caçá-los às escondidas — e acaba esmagado pela própria pedra quando uma enchente a desloca.
Sobre a fábula O caranguejo
O Caranguejo é uma fábula de Leonardo da Vinci (1452-1519), que usava cenários da natureza, como rios e pedras, para refletir sobre traição, abuso de confiança e justiça poética.
Perguntas sobre a história da O caranguejo
Qual é a moral da fábula O Caranguejo?
A moral é que abusar da confiança ou do abrigo que alguém nos oferece pode custar caro: o caranguejo usa a sombra da pedra para caçar os peixinhos às escondidas e acaba esmagado pela mesma pedra numa enchente.
Por que a pedra reclamou do caranguejo?
Porque a pedra só servia de abrigo e sombra para os peixinhos nadarem tranquilos, e não queria ser usada como esconderijo para o caranguejo atacá-los e devorá-los durante a noite.
Essa fábula também é de Leonardo da Vinci?
Sim, é uma das fábulas curtas escritas por Leonardo da Vinci, usando cenários da natureza para refletir sobre traição e justiça poética.